Faça você mesmo!

Prepare os próprios materiais de limpeza e evite danos ambientais


O destino final da maior parte dos desinfetantes, limpa-fornos, detergentes, desengordurantes, alvejantes, desodorantes ambientais e demais produtos de limpeza é o ralo. esses produtos geram resíduos perigosos que acabam contaminando as águas esgotadas e reduzindo a eficácia do tratamento nas estações.

Além dos danos ambientais, esses produtos acarretam é o aparecimento de inúmeras alergias, inclusive respiratórias. Para evitar este grave impacto ambiental prepare os seus próprios produtos de limpeza não-poluentes, e economize no seu orçamento doméstico.

IBAMA faz balanço positivo do licenciamento ambiental

A diretora de Licenciamento Ambiental, Gisela Forattini, reuniu toda a equipe lotada em Brasília no auditório da sede do Ibama, na última sexta-feira, e fez um balanço dos avanços conquistados pela área e dos desafios a serem enfrentados para garantir crescimento e sustentabilidade ambiental do país.

Até o final do ano, disse Gisela, a capacidade operacional da Dilic deverá dobrar. Hoje, são 385 analistas ambientais na sede, no Rio de Janeiro e nos núcleos de licenciamento nas superintendências. Esse número inclui os quase 70 novos analistas incorporados neste ano, oriundos de remoções e da posse de novos concursados.

Paralelo ao reforço de pessoal, o Ibama também está buscando a capacitação dos analistas ambientais responsáveis por licenciamentos: será lançado um curso de especialização de Gestão Ambiental, com nível de pós-graduação e carga de 360 horas, dentro do convênio com a Petrobras, além dos workshops promovidos pelo Ibama sobre ferrovia, energia nuclear, dutos, cavidades naturais, análise de risco, entre outros.

No segundo semestre, será ministrado o I Curso de Formação em Licenciamento Ambiental Federal para todos os analistas que ingressaram na Dilic a partir do 2º semestre de 2010; para isto será criado esta semana um grupo de trabalho responsável pelo planejamento do curso e elaboração do material didático.

Codevasf promove plantio de árvores e peixamento

Um peixamento com a inserção de 300 mil peixes e o plantio de 100 mudas de arvóres da mata ciliar e de fruteiras às margens do rio São Francisco em Belo Monte. Com esta atividade, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Alagoas encerrou as comemorações em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, programação executada este ano nos municípios de Penedo, Igreja Nova e Belo Monte.

As atividades da Semana Integrada do Meio Ambiente foram finalizadas no povoado Barra do Ipanema, localizado na foz do rio Ipanema com o rio São Francisco. O local escolhido foi a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres. Lá estudantes, professores e a comunidade em geral conheceram os investimentos realizados pela Codevasf em Alagoas, especialmente aqueles aplicados em Belo Monte, como a implantação do sistema de abastecimento de água tratada em Barra do Ipanema e na sede do município de Belo Monte.

Propagandas que mencionem sustentabilidade estão na mira do Conar

A partir de 1º de agosto de 2011, toda a publicidade veiculada no Brasil não deverá mais enaltecer os atributos sustentáveis de um produto ou serviço se as empresas não puderem comprovar sua eficiência. Isto é, um anúncio que mencione a sustentabilidade deverá conter apenas informações ambientais passíveis de verificação e comprovação, não cabendo menções genéricas e vagas.

Segundo o presidente do Conar, Gilberto Leifert, não se trata, aqui, de um boicote à publicidade em si, mas uma tentativa de coibir a banalização da propaganda sobre o tema, o que, além de não informar, confunde o consumidor sobre o conceito.

Leifert ressalta, por exemplo, países europeus (França e Inglaterra) que já limitam a publicidade ambiental para evitar chamado greenwashing, "lavagem verde" em tradução livre, termo criado para definir propaganda que exacerba possíveis qualidades ambientais e mascara os impactos negativos de produtos ou serviços.

ABISMO

O que se tenta diminuir com essa iniciativa é o gap entre o discurso e a ação. A tal comunicação ilusória, que é realizada de três formas preponderantes: quando as intenções - suas crenças e tudo o que desejam vir a ser - são relatadas como realizações; ao divulgar iniciativas voltadas a temas sociais genéricos, pouco relacionados com as operações da empresa e; ao realizar ações compensatórias, em que se comunica como benefício socioambiental um mero cumprimento de disposições legais.

"É certo que mais de uma voz se levantará -- como na discussão das restrições à propaganda de produtos infantis -- em defesa de interesses comerciais específicos ou difusos para argumentar que medidas desse tipo ferem o direito à livre expressão ou ainda inibem a propaganda de iniciativas verdes. Cortina de fumaça, resquícios de um corporativismo interesseiro que, provavelmente, morrerá de velho. Quem tem o que dizer comprovadamente não precisa temer a medida", escreveu o publisher da revista Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini, em artigo - clique aqui para acessar.

As empresas que descumprirem as normas ficam sujeitas a punições que variam de advertência à suspensão da campanha publicitária e divulgação pública do descumprimento da regulamentação. Vale lembrar que o Conar é hoje um modelo de auto-regulamentação em todo o mundo, já tendo instaurado mais de 6 mil processos éticos e promovido um sem-número de conciliações.

Para que as organizações alcancem o almejado reconhecimento é preciso ter visão de longo prazo e focar nas questões que de fato importam - as que geram benefícios para a sociedade e para o ambiente, ao mesmo tempo em que contribuem para o desempenho do negócio e diferenciação da marca. Igualmente importante é comunicar o tema com conhecimento de causa para não desacreditar o consumidor antes mesmo de entender realmente sobre o assunto.