O Biólogo do Marketing [parte2]

Como eu já disse aqui semana passada, estou tentando me encontrar como profissional. Para isso, busquei alguns textos que linkavam a biologia com o marketing. Esse texto é tudo que eu precisava.. Sustentabilidade no Varejo!! Eu sou um biólogo que trabalha com marketing numa empresa de varejo!!! (ohhhh, que bom pra vc)

Falando de Sustentabilidade no Varejo
Por Julianna Antunes


Quando a gente fala de sustentabilidade na indústria, falamos do conceito atrelado ao planejamento estratégico, é claro, mas falamos também de fortes impactos sociais e ambientais por conta da produção e dos subprocessos atrelados ao supply chain. No entanto, quando falamos das empresas de varejo, a perspectiva é outra, já que ela não lida com a questão da produção.


Por mais que a indústria seja a responsável pela marca, pelo marketing e pela comunicação com o consumidor final, o cliente dela é o atacado. Uma Unilever, uma Ambev, uma Coca-Cola da vida não faz a chamada venda B2C.
Quem vende para o público em geral é o varejo. Ok, vocês podem falar que muitas empresas de varejo estão lançando marcas próprias. Concordo, mas elas não produzem, não têm fábrica nem nada, apenas delegam a terceiros a função. Então pensemos: se o produto ou a produção não é de responsabilidade de uma empresa varejista e, consequentemente, os impactos atrelados, pergunto: o que seria, então, a sustentabilidade neste segmento? Antes de responder essa pergunta, é preciso ressaltar a importância do varejo na geração de conhecimento sobre hábitos de compra e como isso pode auxiliar na hora de uma empresa calcular o ROI. Traduzindo: é no momento da compra que é possível ver a efetividade das campanhas de conscientização das empresas e de instituições como o Akatu no que se refere a consumo responsável.
Isso sem contar na possibilidade de enxergar o gap entre intenção e a efetiva ação do consumidor quando ele diz que privilegia marcas que praticam a sustentabilidade. Pois bem, além das informações geradas, podemos esperar dos varejistas uma série de ações inerentes a qualquer empresa, independente do segmento, como consumo racional de recursos naturais, voluntariado corporativo, relatório de sustentabilidade etc.

No entanto, um dos principais pontos do varejo sustentável, e que ainda está anos-luz de ser realmente praticado no Brasil, é a comunicação transparente, responsável e sustentável (um baita desafio, já que, por exemplo, toda a disposição de um supermercado é feita para que o consumidor seja estimulado a comprar mais). Além dessas soluções óbvias, a sustentabilidade no varejo envolve também outras questões tão importantes quanto estratégicas para o segmento. Ações voltadas para o ecodesign, logística e seus desdobramentos, comércio justo, negociação com fornecedores e adoção de critérios de sustentabilidade no relacionamento com eles devem fazer parte do dia-a-dia das empresas que vendem para o grande público.

E para finalizar, não se pode deixar de mencionar que ainda que a comunicação das qualidades do produto não esteja no seu escopo, a maior vantagem que o varejo tem para a prática de sustentabilidade é a proximidade com o consumidor. Isso permite a mobilização da sociedade em torno de questões relevantes, como campanhas de uso racional de sacolas plásticas e criação de estações de reciclagem. Grandes redes como Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar abraçaram de vez a causa, sem contar que foi desse movimento que nasceu a ecobag, uma moda que veio para ficar. Julianna Antunes é Jornalista, corredora de alto rendimento físico e baixo rendimento financeiro, pós-graduada em responsabilidade social empresarial e diretora da Agência de Sustentabilidade, consultoria estratégica de elaboração e implementação de projetos de sustentabilidade.
E-mail para contato: sustentabilidade@sustentabilidadecorporativa.com - www.agenciadesustentabilidade.com.br - Blog:
www.sustentabilidadecorporativa.com - Twitter: @sustentabilizar

Próximo tema: Consumo Verde no Brasil

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